A Pesca do Pacu

 

 

A Pesca do Pacu

 

 

 

Introdução

 

Vamos tratar hoje de uma pesca bastante divertida e esportiva, de um peixe que se caracteriza pela força e belas arrancadas, proporcionando ao pescador emoções diferenciadas exigindo habilidade e conhecimento a fim de domina-lo. Os grandes exemplares podem proporcionar brigas duradouras, dependendo do equipamento utilizado e do tamanho. Por tudo  isso, eu como tantos outros pescadores consideram a melhor das pescarias, sejam em rios, lagos ou pesqueiros.

 

Características do peixe

Precisamos conhecer um pouco mais deste peixe, ao qual pretendemos ir atrás, isso se torna importante, na medica que o seu conhecimento  ajuda em muito na hora da pescaria, além do que,  nos deixara familiarizados com o objetivo de nosso esporte. Nada pior para um pescador, do que ignorar os hábitos e atividades do peixe.

 

De nome científico Piaractus mesopotamicus, pode ser encontrado em praticamente todo o território nacional, desde rios, lagos e pesqueiros. Conhecido popularmente por Pacu, apresenta como característica um corpo comprimido, de modo geral arredondado ou ovalado; sua nadadeira dorsal e anal se situam muito atrás, podendo ser mais escuro ou claro, dependendo da alimentação a que se submeter, do local onde vive, ou mesmo da espécie a que pertencer. Existem vários tipos de pacus, geralmente confundidos com o Tambaqui, um peixe da mesma família mas com algumas características diferenciadas como a barriga escura e dorsal mais claro, ou ainda o próprio Tambacú, cruzamento da fêmea do tambaqui com o macho do  pacu, atualmente surgiu uma nova espécie, criada artificialmente para os pesqueiros, a Patinga que é resultado do cruzamento híbrido entre o pacu e a pirapitinga da Amazônia, encontrado somente nos lagos dos pesqueiros artificiais.

 

Alimenta-se de frutas e outras substâncias, sendo praticamente onívoro, já nos pesqueiros come de tudo, desde frutos, rações e pedaços de peixes, massinhas, salsicha, pão  e minhoca.

 

É um peixe valente e brigador, sua força o torna um dos preferidos pelos pescadores, uma vez que proporciona brigas memoráveis exigindo muita técnica e habilidade do pescador, isso sem falar do braço para segurar as arrancadas.

 

Por manter uma dieta variada, pode ser encontrado geralmente próximo a árvores frutíferas e galhadas, normalmente à beira dos rios, já em pesqueiros costuma ficar onde mais encontra alimentos ou onde geralmente é alimentado. Os maiores exemplares costumam permanecer na parte mais profunda dos lagos, por isso, recomenda-se ao pescador lançar uma isca distante e outra mais próxima a fim de localizar o cardume.

 

Trata-se de um peixe essencialmente tropical, razão pela qual é mais fácil fisga-lo na época do verão e calor forte. No inverno, seu metabolismo diminui consideravelmente, para de circular pelo lago ou rio, permanecendo mais fixo, de forma a reduzir o consumo de energia, deixa de alimentar-se constantemente, passando a viver da gordura acumulada no período propício, isso ocorre ainda na época da desova. Por isso a sua pesca é mais difícil no período de inverno, quando procura águas mais fundas e mais quentes.

 

                                                                                                               

 

Equipamentos

 

Para a pesca do Pacu se faz necessário o uso de equipamento mais reforçado com vara de média ação, linha 0,40 ou mesmo superior, anzol nº 11 ou maior. Eu, particularmente prefiro a pesca com equipamento mais leve, pois assim posso desfrutar de belas brigas e trabalhar com o conjunto todo, tornando a retirada do peixe uma disputa sem igual, muita gente se surpreende com o trabalho usando vara tão fina e pequena, fazendo uso de vara 16 libras de ação rápida, linha 0,30 a 0,35, dependendo da marca ou modelo, anzol nº 09, sempre sem a farpa, uma preocupação de todo pescador esportivo. O uso de anzol Release, encontrado na maioria das lojas de artigos esportivos, evita o dano ao peixe, podendo soltar sem a preocupação de causar danos irreversíveis, uma vez que a sua boca se recupera rapidamente. Assim é muito comum nos pesqueiros fisgar diversas vezes em um único dia.

 

Dê preferência por varas de carbono, pela resistência e flexibilidade. Não é raro presenciar uma quebra durante a briga, o que dificilmente ocorrerá se estiver utilizando-as.

 

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Outra preocupação que o pescador deve ter, é adquirir um bom descanso de vara com garras grandes para perfurar e manter bem fixado no chão. Ao fincar na terra, procure deixar inclinado uns quinze graus para fora da beira, formando um ângulo que lhe proporcionará maior resistência e firmeza.

 

Isca

 

Como foi apresentado anteriormente, este peixe tem hábitos alimentares diversos e o bom pescador sabe a hora de tirar proveito,  como por exemplo, perguntando a quem conhece o costume do local, o tipo de isca preferencialmente usada, para garantir resultados satisfatórios. Nos pesqueiros já pude constatar diversos tipos de iscas, desde goiabada, bacon, salsicha, paio, goiaba, coquinho, uva, massa etc… Se for ficar aqui divagando, passo um mês explicando os tipos de isca que já presenciei.

 

 Portanto, recomendo que sempre leve consigo, iscas das mais variadas e que sejam fáceis de serem transportadas. Ninguém sabe exatamente qual poderá ser o diferencial no local ou mesmo no dia. Outra característica deste peixe é mudar de hábito de um dia para o outro. Conhecendo o local, use aquela que lhe proporcione melhores resultados.

 

A Pesca

 

São inúmeras as formas de pescar o Pacu:

Na batida, onde o pescador geralmente usa como isca uma fruta da região, arremessa para o alto, próximo às árvores frutíferas, fazendo com que caia em pé, buscando atrair o peixe.

 

Na superfície, com ração apropriada para alimentação do peixe, joga-se uma quantidade de forma a atrair o cardume a seguir, utilizando-se de miçanga ou até mesmo da própria ração no anzol, arremesse no local desejado e aguarde a fisgada.

 

Eu, particularmente, prefiro a pesca de espera, também conhecida como de fundo. Içando a isca no anzol com chumbada, aguarde bater no fundo e espere a  fisgada. Esta forma se torna mais prazerosa, pois é necessário aguardar  o momento em que o peixe passe próximo à isca. Você poderá ficar com a vara na mão ou ainda deixar no descanso, como demonstrei acima. Normalmente, uso a segunda opção ao trabalhar com mais de uma, caso contrário, procuro trabalhar com ela nas mãos esperando a beliscada para fazer a fisgada.

 

                                                         

 

 

 

Preparando o Material

 

Recomendo para tanto utilizar um bom empate de aço com girador, já que este peixe tem uma mordida muito forte. Recordo-me de haver perdido empates pela ação de seus dentes cortantes, lembre-se que um de seus alimentos preferidos é romper coquinhos. Assim, adquiro nas lojas o empate de aço flexível e preto, mantendo a maleabilidade e se camuflando no fundo.

 

Use chumbada pequena ou média, solta na linha acima do empate. Uma recomendação importante, evite o uso de chumbadas feitas à base de chumbo, já que este material ao se perder pode contaminar a água, conseqüentemente os peixes lá existentes. Prefira aquelas ecologicamente corretas, até mesmo porque são mais leves, não afundando a isca, o que facilitará a pesca. Assim, caso haja a perda, não afetará o meio ambiente. Muito embora seja um pouco mais cara, você estará colaborando para manter a saúde dos peixes ou até mesmo a sua, ao consumi-lo.

 

Conheço pessoas que chegam a ponto de usar como chumbada bolinha de gude furada, justamente com a preocupação em vir a causar danos à fauna e flora aquática, uma vez que o vidro não se decompõe com facilidade.

 

Depois do conjunto montado, faça a pontaria e arremesse o mais longe possível, descanse a vara e aguarde o momento mágico da fisgada. Normalmente ela vai vergar brutalmente, seja rápido, com movimento firme puxe o suficiente até sentir a forca do peixe brigando. Geralmente este peixe corre para os lados, exigindo destreza do seu oponente. Seja forte, trave a batalha respeitando o seu desafiante, evite trancos pois podem comprometer o equipamento. Na ânsia em  se desfazer do anzol, o peixe pode correr para galhadas, evite isso. Recolha a linha assim que sentir uma parada, não enrole quando o peixe estiver puxando. Tenha paciência, afinal essa pesca é assim mesmo, regule a fricção de acordo com a força exercida, deixe levar e recolha nos momentos que estabilizar. Normalmente ao final de uma boa briga, estão exaustos os dois oponentes. Exiba seu troféu, tire fotos e procure devolvê-lo rapidamente à água, afinal foi ele que lhe proporcionou tanto prazer, por isso merece viver.

 

Boa pesca….

 

Mantenha contato:  djal@ig.com.br

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3 respostas para A Pesca do Pacu

  1. Célia disse:

       lINDA A MATÉRIA. qUALQUÉR DIA DESSES VOU CONVIDAR UMA TURMA PARA PESCAR.bEIJOS.

  2. Célia disse:

         Oi Djalma , seu blog está cada vez melhor. Gostei de ve-lo nas fotos. Esta mais bonito. Bjs.

  3. Paulo Henrique disse:

    Excelente muito boa a matéria, parabéns espero em breve conseguir fiscar algumas maravilhas destas, depois de uma aula maioral que pude ler agora.Parabéns!!!!

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